segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Não tem ninguém


Hoje não tem mais sol
levantei, e já não estavas...
A toalha de banho ainda sobre a cama
Não a retiras como de costume
Vou me levantar, andar pelos corredores da casa deserta
lembrar de cada canto onde já fizemos amor
A última garrafa de vinho sobre a mesa
as gotas de cera da vela do último jantar
Eu sento-me no chão, acendo um cigarro
e sinto as cinzas pousarem em minha pele nua
Aqui vou me entregar, eu vou sangrar
ouvir a campainha e responder:
"Não tem ninguém"
porque o pouco que eu era você levou em cada mala consigo.

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