sábado, 22 de outubro de 2011

Desapego


sou duas, ou serei por ventura ...uma?
meu ego se esconde nas brumas
minha face se perde no espelho
me queres? então te acostumas
com as facetas da minha conduta
e me ame sem dó nem receios

sou tua vida, a donzela em perigo
o seio em que buscas o abrigo
saio e visto a pele das feras
não desperte pois dorme a quimera
não domas o meu ser felino?
vadio e entregue a tua espera!

não sou uma, não sou nenhuma
não sou nada do que tu queres
sou o motivo de orgulho dos tolos
da corte eu sei, sou o bobo
não queiras causar para o outro
o mal que para ti não queres

não sou mulher, não sou qualquer
sou quem sou... quem eu quiser!
terei por ventura uma crença?
eu sou o teu fel, tua doença
não sou o sol nem a lua
não és meu e eu nuca fui tua!

2 comentários:

Tony disse...

Simplesmente amei esse poema,me parece um auto retrado distorcido
doq se é, e do se mostra ser..
muito bom, messe com o cerebro e o coraçao. Parabens...Com esse poema
só posso acreditar q vc é...

Herbst, B. disse...

Moça, como estou feliz que tenha voltado a postar.
Esse é o meu poema favorito!